Autoestima: Uma poderosa ferramenta para você e seus filhos

Autoestima, uma palavrinha de 10 letras que define completamente os sentimentos que cada um tem por si mesmo. Sentimentos que começam ser cultivados ainda na primeira infância. Para tratar um tema tão importante trouxe para vocês esse texto do Psicologo Michel Pachiega.  

Autoestima: Uma poderosa ferramenta para você e seus filhos

Por Michel Pachiega

Autoestima é algo importante na vida de qualquer indivíduo. Sabe por que? É a partir dela que damos valor ao mundo, mas antes damos uma nota para nós mesmos. É a partir desta avaliação que valorizamos ou não nossas qualidades. Se a autoestima estiver abalada, na maioria das vezes, é muito fácil nos vermos como pessoas incapazes, frustradas e desajustadas das coisas e distantes das pessoas que nos cercam.

Claro que não precisa estar com a autoestima lá em cima ou transbordante todos os dias. Temos o direito de não nos sentirmos bem ou não e com isso, legitimarmos também nossas emoções e afetos negativos. Pais que tendem a ter a autoestima abalada podem influenciar negativamente o desenvolvimento dos filhos nesse mesmo quesito.

Alguns padrões de comportamentos podem afetar a autoestima como generalização excessiva de seus erros, comparação com os outros, dar-se valor apenas pelas produções (trabalho e estudo), necessidade exagerada de aprovação e até mesmo, nossos traços de personalidade.

mundonovelas_Priscila se vê mais gorda em espelho e chora

As crenças sociais, sobre a aparência, sobre nossas produções e desempenho e sobre nossas relações e interações podem estar muito fortes em nossa mente e nos direcionando para os comportamentos que afetam a autoestima. Algo que não podemos esquecer que a forma como recebemos feedback dos outros e as nossas experiências na infância podem afetar nossa autoestima para o resto de nossas vidas.

E é nesse segundo ponto que quero parar! Falar sobre as experiências da infância é um tanto desafiador, mas vou tentar relacionar algumas influências negativas e positivas para a construção da autoestima dos pequenos.  

Toda criança necessita crescer com limites saudáveis, negociados e trabalhados a partir dos adultos à sua volta. Limites não envolvem apenas restrições, envolvem responsabilidades e aprendizados como: ter hora para dormir e acordar, saber a horar de brincar e estudar, entender o significado da palavra “não”, entre outros. Quando indivíduos crescem sem essas e outras noções básicas de limites, podem desenvolver intolerância à frustração. Chegando a vida adulta, com certeza o mundo ensinará (da maneira mais dura) o que é limite. Liberdade total não ensina a viver!

Outro detalhe que pode afetar positivamente e de forma considerável o aumento da autoestima dos pequenos é motivar e incentivar pequenas conquistas. Crianças também recebem cobranças que são normais em cada fase da infância como cumprir com as tarefas do colégio, parar para comer, estudar, brincar. Se essas cobranças forem demasiadas negativas, a criança pode adquirir o hábito de sentir-se menosprezada, sem potencial e impossibilitada de cumprir com o que lhe é viável. Tal cobrança, de forma exagerada, afeta a autoestima na infância e durante a vida onde o indivíduo pode se sentir desvalorizado e com sentimentos de fracasso insuperáveis no trabalho, nos relacionamentos, nas emoções.

A comparação excessiva entre o que seu filho pode produzir relacionada a outras crianças da mesma idade ou irmãos mais novos ou mais velhos pode afetar a autoestima. Exemplo: “Quando seu irmão tinha sua idade ele já fazia isso muito bem”, ou “os colegas de sua sala já estão lendo, e por que você ainda não?”

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Rotular também pode ser uma ferramenta de destruição da autoestima. Todos nós temos o direito de errar. E como crianças estão em processo de aprendizado podem errar mais até aprender, de fato. Rotular é engessar a criança no erro. Uma vez errado, sempre errado? Não! Resposta errada. A aprendizagem acontece por tentativa e erro ligadas à maturação física, emocional, biológica e psíquica. Não rotule! Cada um tem um ritmo para aprender as coisas da vida.

Dentre os aspectos que afetam positivamente a autoestima temos alguns que são importantes nessa constituição. Ter autoaceitação incondicional faz com que a criança entenda quais são suas forças e suas fraquezas de forma mais natural. Seja flexível com você e com seu filho. Flexibilidade é uma competência e habilidade requerida em todas as áreas da vida. Ser rígido pode ser destrutivo. Se você adulto se conhece, com certeza, irá favorecer o autoconhecimento em seu filho e com isso, ele saberá com mais facilidade quais são suas qualidades e pontos fracos e como trabalhar essas características. Pense numa comunicação assertiva. Falar no momento certo, com as palavras certas favorece a autoestima e a melhoria da qualidade no relacionamento entre os membros da família. Seja sincero, primeiro com você mesmo, depois com os filhos. Sinceridade aumenta a segurança familiar, expandem as possibilidades afetivas, melhoram o emocional da dinâmica familiar e agrega valor aos membros.

Pense na autoestima como um presente para você e sua família. Você ganha, a família ganha e o mundo ganha. Indivíduos se fortalecem emocionalmente no seio familiar. Pessoas com autoestima em dia são ótimos para a sociedade, se relacionam de forma mais fluída, demonstram características profissionais mais consistentes.

Termino citando Sam Walton: “Grandes líderes mudam de estilo para levantar a autoestima de suas equipes. Se as pessoas acreditam nelas mesmas, é impressionante o que elas conseguem realizar”. Faça de seus filhos pessoas influentes no mundo!    

 

 Michel Pachiega |  www.paulolimafotografia.com.br

Michel Pachiega
Psicólogo e Palestrante
CRP 06|132728

Atendimento clínico em Araraquara/SP
Palestras sobre Educação, Comportamento e Relações Humanas. Treinamentos e desenvolvimento de equipes
Mestrando pela Unesp|Araraquara em Educação Sexual.

Instagram e Fanpage @psicologiamp
Contato: 11 9 5075 6222 (whatsapp)
Email: michel.pachiega@gmail.com

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