5 conselhos para lidar com as mudanças de rotina

Uma dúvida regular nas famílias que acompanho, é o quê fazer nesses períodos nos que sair da rotina é inevitável? Carnaval, páscoa, natal, feriados prolongados, finais de semana de visita, churrasco e ferias, são um desafio para a rotina familiar. Não é raro voltar desses períodos com um ritmo metabólico completamente bagunçado, e o que era para ser um descanso do cotidiano, nos deixar ainda mais cansados.

Não se trata de evitar sair, ficando em casa presos a uma rotina, mas também não significa ignorar completamente os ritmos metabólicos construídos ao longo da rotina, uma ou outra são estrategias que podem desencadear muito estresse, e acabar estragando uma deliciosa viagem ou final de semana em família. Por isso, quero deixar para vocês alguns conselhos para lidar com essas fase nas que a rotina familiar inevitavelmente muda.

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5 conselhos para lidar com as mudanças de rotina

  1. Tenha uma rotina familiar. Parece paradoxal, mas é importante ter uma rotina, para poder curtir o sair dela. Ter horários fixos de refeições, atividades e sonecas, nos ajuda criar ritmos metabólicos fáceis de serem acompanhados e interpretados. Isto vale tanto para bebês, como para crianças maiores e adultos.  O organismo das crianças se adapta ao ambiente, e entre mais estável este seja, mais fácil será para o organismo da criança sua adaptação.
  2. Planeje as atividades e seja o guia da criança.  Tenha em mente as necessidades da fase de desenvolvimento de seu filho e se permita sair da rotina, seguindo o ritmo metabólico. Sabendo que existe um ritmo no qual seu filho pede atividade intensa, descanso e alimento, você poderá planejar seu final de semana ou sua viagem. Não se esqueça de explicar o que vai acontecer, e vai acontecendo ao longo do dia para a criança.
    Vamos a um exemplo: durante uma viagem, o casal planejou visitar um museu de arte, a visita exige um comportamento mais silencioso, o que pode tornar a visita entediante para a criança de 14 meses. Assim, a mãe percebe que talvez seja melhor visitar  depois do almoço, hora na que a criança costuma dormir, então decidem visitar um parquinho de manhã, para que a criança possa correr e gastar sua energia, e se organizar para almoçar num restaurante próximo do museu, onde, após a refeição realiza uma rápida higiene da criança (habitual na hora da soneca), mas no lugar de ir direto para o hotel e deitar na cama, vão para o museu no carrinho, contando historinhas sobre os quadros que vão observando, até o momento que se mostra cansada, e então a coloca no carrinho, fecha sua visão e a embala até adormecer, para seguir caminhando pelas salas de exposição enquanto a criança dorme.
    Apesar de ter saído da rotina de dormir na cama, mantiveram o ritmo metabólico, respeitando a necessidade de descanso da criança.

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  3. Garanta um espaço adequado para a criança dormir. Uma das maiores dificuldades nas viagens é talvez , criar o espaço no qual a criança vai dormir. Seja porque não há espaço disponível ou porque não vai ter as mesmas condições que tem em casa. Ter uma naninha ou objeto de transição pode ser muito útil nesse sentido, a intensão não é que a criança grude no objeto na hora de dormir, mas que este seja um ancora ou marcador visual do espaço onde dorme sempre. Seja em casa, na rua, num resort, em casa de parentes, etc. Se n]ao tem nenhuma naninha ou objeto de transição, então leve um travesseiro,  lençol ou fronha , usado regularmente no berço ou caminha, que transmita a sensação de familiaridade quando o bebê dormir fora da sua casa.  Se o bebê dorme no seu berço ou na sua caminha, garanta que ele conte com um espaço similar, pode ser um colchão a nível do chão ao lado da cama de casal.
  4. Identifique e controle as fontes de estresse nesses dias fora da rotina. Algumas mudanças nas atividades durante o dia podem gerar pequenas crises de estresse, é importante identificar esses momentos e ajudar a criança relaxar ou aliviar sua frustração, durante e após, na hora do relaxamento que antecede o descanso. Atividades como: ir para o o colo de estranhos (qualquer pessoa com a qual a criança não convive diariamente), ter que compartilhar seus brinquedos,  não ficar no chão como de costume, ou começar ficar mais que o de costume, ver a mamãe ou papai segurando outros bebês, escutar com maior frequência “Não pode” , comer coisas fora de seu normal, estar em um ambiente mais barulhento do normal, etc. podem ser muito estressantes para as crianças, podem exigir de um esforço extra para ajudar a criança relaxar para dormir.

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  5. Se prepare para uma nova fase de desenvolvimento. Com as viagens e mudança de ambiente, o organismo e o comportamento da criança respondem se adaptando, se estas mudanças duram  vários dias (uma viagem de uma semana por exemplo), é normal começar perceber  padrões de comportamento diferentes, novas habilidades motoras sendo desenvolvidas, ou mesmo maior capacidade cognitiva (entendendo mais, se comunicando mais), a criança pode experimentar um pico de crescimento e/ou salte de desenvolvimento, mesmo de forma extemporânea. Entre mais acentuadas sejam as mudanças ambientais (clima, altitude, fuso horário, convivo com pessoas)  maior será a necessidade de re-adaptação do organismo. Isto não é ruim, pelo contrario, é a melhor parte de viajar com crianças, o seu crescimento e desenvolvimento é impressionante. Porém, sabemos que essas fases de desenvolvimento são acompanhadas de um componente a mais de estresse, que deve ser identificado e amenizado o melhor possível para reduzir seu impacto sobre o sono.

 

Não tenha medo de viajar com as crianças, no pior dos casos, a viagem pode ser o ponto de partida para uma mudança radical na rotina familiar, introduzindo um novo ritmo metabólico para criança. Pode ser justamente a quebra de padrão necessária para começar construir novos hábitos de descanso.

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Texto de Zioneth Garcia.

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