10 casos “em casa de ferreiro, espeto de pau!”

A maternidade / paternidade é uma arte que se aprende de forma empírica, a gente aprende fazendo, testando, errando, corrigindo. Mesmo tendo um grande acúmulo de conhecimentos teóricos sobre qualquer tema relacionado ao crescimento e desenvolvimento infantil, colocar a teoria em prática é um desafio.

Não é raro me encontrar acompanhando profissionais das mais diversas áreas, enfrentando dificuldades, que talvez cobravam dos seus pacientes ou clientes. Então reuni uma lista dos 10 casos nos que o dizer popular: em casa de ferreiro o espeto é de pau, se aplicou perfeitamente.

Top 10 do “em casa de ferreiro, espeto de pau!” 

10 – Professora de Yoga com grandes dificuldades para ajudar seu filho se acalmar durante as crises de choro e principalmente na hora de dormir. Trouxemos para a rotina do dia, e especialmente para a rotina da hora do sono do pequeno, posições, respiração e exercícios. Introduzimos um momento de Yoga mãe – filho, o que foi incrivelmente bem recebido pelo pequeno.

9 – Doula que lidava com um puerpério difícil, digerindo os defeitos de seu parto enquanto encarava as dificuldades na amamentação e a rotina pesada com o Recém nascido.  Descobriu na prática como pode realmente ser pesado esse pós parto.Mesmo sendo uma mulher forte foi necessário aceitar que precisava ajuda para conseguir superar as dificuldades. Cuidar de si mesma, colocar a saúde mental como prioridade para conseguir organizar sua nova vida de mãe.  

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8 – Nutricionista frustrada porque sua filha só comia na frente da TV ou com vídeos no celular, uma prática que desaconselhava fortemente entre seus pacientes. Descobriu que pode ser bem difícil mudar hábitos, principalmente para os pais ocupados. Mas com uma iniciação em várias ferramentas trazidas desde a disciplina positiva, pouco a pouco houve mudanças comportamentais na criança e na família.

7 – Executiva poderosa, que ajuda outras mulheres se apropriar das suas vidas, em conflito interno pela decisão de tomar uma oportunidade laboral que significava viajar por 5 dias seguidos, insegurança e medo de deixar uma bebê amamentada aos cuidados da família, foram superados, e após o sucesso da viagem, os cuidados e apoio da família, a bebê ficou bem e a amamentação foi retomada no mesmo ritmo de antes quando regressará.

6 – Pedagoga infantil que optou por ficar em casa durante os primeiros anos de seu pequeno. Mesmo sabendo a importância de uma rotina de atividades para a criança, estava tendo grandes dificuldades para implementar uma rotina no seu lar. Passamos a resgatar todos seus conhecimentos técnicos para trabalhar na estimulação do próprio filho, ao tempo que organizou suas atividades diárias ao redor de horários que ancoravam a dinâmica familiar.  

5 – Pais madrugadores e disciplinados com suas atividades físicas e trabalhos, mas com uma grande dificuldade para ter uma rotina disciplinada com o bebê, pelo que ele acabava indo dormir tarde da noite e acordando muito tarde de manhã. Foi preciso trazer a disciplina facilmente mantida nos outros aspectos da vida do casal para dentro da criação, dessa forma conseguiram sincronizar o ritmo metabólico e a rotina do filho ao seu ritmo de vida.

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4 – Psicóloga com dificuldades para se comunicar com o filho de 15 meses,  que mantinha crises constantes de choro, chegando se privar de sair de casa por medo de lidar com essas crises na rua. Segundo ela, sabia tudo na teoria, mas na prática era como se desse um branco na hora de enfrentar a situação. Trabalhamos com foco na prevenção, introduzimos várias técnicas de comunicação e aceitação do choro como mais uma forma de comunicação da criança.

3- Odontóloga que mantinha uma forte postura contra o uso da chupeta acima de 2 anos, que sempre sugeria aos seus pacientes a retirada dos bicos até  essa idade. Mesmo sabendo todos os prejuicios da chupeta cedeu ao uso com seu filho, e teve grandes dificuldades na hora que decidiu retirar. Percebeu que substituir a sucção oral é um processo complexo, que envolve a evolução do relacionamento da criança com a mãe, o pai e o seu entorno.   

2 –   Pediatra que orientava o desmame noturno de seus pequenos pacientes quando completavam um ano, mas que teve enormes dificuldades para conseguir o desmame noturno de seu filho. Não por falta de tentar, mas por perceber que tinha muita mais coisas envolvidas nas mamadas noturnas do que apenas a alimentação.  O acompanhamento foi um sucesso e provavelmente muitos de seus pequenos pacientes tem se beneficiado do aprendizado.

1 – Eu! Encorajando famílias encontrar o próprio caminho, enquanto luto todo dia para equilibrar cuidados das crianças, da casa e o trabalho. Pequenas crises inúmeras vezes por dia… “mãe cadê meu lacinho” “ela sentou no meu lugar” “meu dinossauro sumiu” “eu não queria sopa… é o que tem para hoje” “estamos atrasados” “hora do banho, hora do uniforme, hora do lanche, hora de sair“ “cadê a mochila”  . Tento me repetir todo dia o que sempre falo para as famílias: um desafio de cada vez, um dia de cada vez, uma noite de cada vez. Ao tempo que oriento continuo construindo minha própria experiência de maternidade, tem dias difíceis, dias mais ou menos e dias bons, e assim seguimos.

 

 

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Texto original de Zioneth Garcia

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