5 Atitudes práticas para a prevenção do abuso infantil

18 de maio é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual, um problema bastante serio que acomete nossas crianças e adolescentes. Não podemos ignorar que a maioria de abusos acontecem em casa, num ambiente familiar, e que em muitos desses casos, as crianças tem dificuldade para reconhecer que estão sendo vítimas de abusos.

Como mães, pais e educadores temos a responsabilidade de proteger e ensinar às nossas crianças se proteger. Ensinar sobre limites pessoais é um bom começo. “Meu corpo, minhas regras” é um slogan valido desde pequenininhos,  que devemos ensinar e reforçar, com comportamentos coerentes e exemplo.

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Para muitos pode parecer extremo, mas obrigar um bebê ou criança beijar, abraças, ou mesmo ir no colo de uma pessoa quando não deseja, é uma forma de abuso. Mesmo sendo pai, mãe, vovôs, madrinha, ou tia da escolinha, com a melhor das intensões, se a criança rejeitou o contato físico, está se ultrapassando o limite pessoal que ela colocou.  Quando obrigamos sistemáticamente esse contato, sob seu desaprovação, estamos lhe reforçando a ideia que o seu copro é público e que os adultos podem fazer com ele o que quiserem, tirando dela qualquer poder que tenha sobre seu corpo.

Ahhh, mas que exagero, um beijo na tia não é nem de longe um adulto querendo mexer no seus genitais ... Para uma criança que está descobrindo seu corpo, e não tem nenhum pudor, tocar no braço, na testa, no bumbum ou em seus genitais, é basicamente a mesma coisa. O que diferença o beijo na bochecha do beijo na boca? tocar na barriga ou em seus genitais?  Para criança, inocente por natureza, não há nenhuma diferença.

 

5 Atitudes práticas para a prevenção do abuso infantil

1- O primeiro passo para ajudar nossas crianças na prevenção do abuso sexual é lhes ajudar a conhecer seu corpo e criar limites pessoais, para que tenham noção do que é um toque aceitável e o que não é. Um material excelente para trabalhar com as crianças pequenas é o livro Pipo e fifi, que pode ser baixado em PDF, assistido em vídeo ou comprado para ter de forma física. Acessem esse trabalho maravilhoso Pipo e fifi: Prevenção de abuso sexual ininfantil . Ele ensina a criança quais são as partes de seu corpo, quais carinhos são legais, quais carinhos não são legais e o que fazer quando alguém faz carinhos desconfortáveis e inadequados.

2- Criar fortes caminhos de comunicação e confiança. Para que se sintam seguros de contar qualquer experiência, mesmo que não tenham certeza sobre como se sentir. A disciplina autoritária, o medo e a punição,  ajudam ao abusador ficar impune. Fecham a porta da comunicação e alimentam a sensação de desaprovação.

3- Escute e mostre para as crianças que você acredita nelas. Mesmo nas histórias mais fantásticas há algo de verdade. Se a criança confia em você, e sente que você acredita, se sentirá mais confiante para conversar e contar qualquer coisa.

4- Trate o corpo da criança com respeito. Peça licença quando precisar lavar as partes intimas, explique quando for preciso examinar estas partes, e respeite caso ela se negue. Brincadeiras como cocegas são excelentes para reforçar o poder do não, pare sempre que a criança pedir, e enfatize que parou porque ela pediu ao dizer não. Dessa forma, ela sabe que pode dizer não! (e lembre que ela tem direito de dizer não, até mesmo na hora de comer).

5- Dê o exemplo, trate o seu corpo com respeito e coloque seus próprio limites pessoais. Explique e diga não. Se você não gosta de uma determinada forma de carinho de seu filho, explique e diga não; se você não gosta que invadam quando está no banheiro, explique e diga não; se a invasão noturna à sua cama não está mais suportável, explique, e diga não. Você não precisa fazer as coisas que lhe desagradam, apenas por agradar a criança. Quando você se permite colocar seus limites pessoais, está ensinando através do exemplo que tudo bem dizer não, que cada um é dono de seu próprio corpo, apenas é preciso dialogar, explicar e criar novas alternativas de satisfazer as necessidades da criança, que não signifiquem ignorar seu bem estar, ter sacrifícios  ou sofrimento.

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Texto original de Zioneth Garcia

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