Amamentando

5 dicas para uma amamentação saudável e tranquila

1- Não assuma que amamentar é automático. Por melhor que tenha sido sua preparação para o parto, e mesmo que seu parto tenha sido perfeito, tenha em mente que nada está garantido no referente à amamentação. Apesar de sermos mamíferos, a amamentação é um comportamento que precisa ser aprendido por ambos, mãe e bebê. Mesmo quando nossos bebês nascem com um forte instinto de sucção, as baixíssimas taxas de amamentação exibidas em vários países, deixam cada vez mais evidente que amamentar não é automático, é preciso um processo de aprendizado que é mediado pelas informações e experiências às quais cada mulher teve acesso durante sua vida toda.  Se encararmos a amamentação como um comportamento natural que precisa ser aprendido, ficamos menos suscetíveis a nos acharmos defeituosas por não conseguir fazer tudo perfeito desde o começo, e, é claro, será mais fácil  procurar e aceitar a ajuda. Ninguém nasce sabendo, é preciso receber orientação (correta) e muita prática para conseguir fazer direito.

2- Não se resigne à dor. Amamentar corretamente não dói, se há dor em qualquer momento da amamentação é porque tem alguma coisa errada que precisa ser corrigida. Nos primeiros dias o mais comum é que os ferimentos e a dor mamilar sejam consequência da pega errada do seio. Nesse caso é preciso tentar corrigir a pega como seja. Muitas mulheres falam que amamentar sempre dói no começo e que a dor depois passa. É verdade, isto acontece porque assim que os problemas de pega errada são corrigidos o peito pode sarar e o ferimento não volta graças a ter finalmente acertado a pega. Mas se nada é feito para acertar a pega, ela não vai se corrigir sozinha, é preciso agir! Quando a amamentação já avança sem problemas e de repente aparecem dores inusitadas, é importante prestar atenção e avaliar cuidadosamente. Situações como dutos bloqueados, ingurgitamentos, infeções mamilares ou até mesmo pega errada não são raras em qualquer idade, mesmo durante a amamentação continuada.

3-Não tenha medo de errar. A maior parte do aprendizado da amamentação acontece na TENTATIVA E ERRO. Para conseguir acertar a pega, por exemplo, podem ser necessárias várias tentativas, tirando e recolocando o bebê no seio  5-10-20 vezes,   até finalmente  conseguir uma pega sem dor para efetivar a mamada (mesmo com peito muito ferido a pega certa oferece um alívio). O mesmo funciona para as diferentes posições de amamentar (deitada, cavalinho, invertido, no sling, etc). Lembre que para que essas inúmeras tentativas sejam possíveis o ideal é que o bebê esteja calmo, por isso atender o bebê aos primeiros sinais da fome é a melhor das estratégias, assim ela terá paciência para soltar e pegar o seio inúmeras vezes até conseguir. Com a prática o número de tentativas irá diminuir gradualmente.

Amamentação
Joinville e Curitiba

4-É melhor prevenir que curar. Observe seus seios. Desde o primeiro dia da amamentação crie o hábito de realizar autoexame nos seus seios, seja na hora do banho ou mesmo enquanto dá de mamar. Fique sempre atenta ao aparecimento de regiões  endurecidas e doloridas ao tato, por ser regiões onde o leite materno, por alguma razão ficou parado, então aproveite as mamadas para mobilizar esse leite. Examinando seu peito diariamente e sabendo o que é normal, saberá com certeza quando algum problema está se manifestando. Para qualquer problema, se detectado a tempo, a solução é muito mais simples que se descoberto numa fase avançada. Um duto bloqueado, por exemplo, pode ser tratado com uma boa massagem e mamadas frequentes se detectado a tempo, mas se detectado tardiamente pode provocar até mesmo uma mastite.

5-Nunca esqueça que amamentação também é vínculo emocional. Nem sempre que seu bebê solicitar o peito vai ser fome. Ao ser amamentado, seu bebê recebe conforto, segurança e proteção, e assim consegue se acalmar e adormecer. A livre demanda é essencial! Ela não apenas garante a satisfação das necessidades nutricionais do bebê,  também garante a satisfação de todas suas necessidades emocionais. Por isso, ter o peito cheio e vazando o tempo todo não pode ser um objetivo da mãe que amamenta. Nem sempre que o bebê pede para mamar quer leite em grandes quantidades, algumas vezes uma mamada no peito bem “murchinho” é mais eficiente para acalmar e adormecer o bebê do que aquela mamada no peito quase ingurgitado que jorra leite materno  só de encostar a boca. Adicionalmente, quanto menos artifícios você usar para alimentar ou acalmar seu bebê, mais simples será amamentar e as chances de continuar por muito tempo é maior. Bico de silicone intermediário, chupetas, mamadeiras, sondas, leites artificiais, chás ou medicamentos pra aumentar leite, etc., só atrapalham o processo natural da amamentação, eles interferem diretamente na livre demanda já que podem atrapalhar a frequência e a qualidade das mamadas.  Você só precisa seu do filho mamando e dos seus seios para garantir a amamentação. Use o que a natureza lhe deu e siga seus instintos!

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A consultoria Mães com Ciência pode ajudar saiba como funciona e Agende uma consulta em Joinville aqui.

*Texto original de Zioneth Garcia

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