Todo ano na primeira semana de agosto a World Alliance for Breastfeeding Action (WABA – Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno) coordena a campanha da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM). WABA é uma rede global de indivíduos e organizações dedicados à proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno em todo o mundo com base na “Innocenti Declarations”, “The Ten Links for Nurturing the Future” e “the WHO/UNICEF Global Strategy for Infant and Young Child Feeding”. No Brasil, é a IBFAN Brasil quem coordena as atividades e fornece a tradução oficial das informações da campanha 2026
Em 2026 o tema da semana mundial de aleitamento materno “Amamentação para um começo de vida sustentável: Fortaleça o que funciona” e terá como foco o monitoramento do progresso e a avaliação do impacto do aleitamento materno na nutrição, segurança alimentar e redução da pobreza, destacando ações bem-sucedidas e lições aprendidas. O público-alvo será envolvido, incluindo as partes interessadas em toda a Cadeia Eficaz de Apoio ao Aleitamento Materno: organizações da sociedade civil, governos, formuladores de políticas públicas, sistemas de saúde, locais de trabalho, comunidades e famílias, para fortalecer soluções comprovadas que aprimorem a proteção, a promoção e o apoio ao aleitamento materno. O tema está alinhado com a área temática 1 da campanha WBW-ODS 2030.

Os objetivos da SMAM 2026 são:
- Informar as pessoas sobre a importância do monitoramento dos avanços no aleitamento materno.
- Consolidar a implementação do aleitamento materno por meio de políticas e diretrizes em toda a Cadeia Efetiva de Apoio.
- Engajar indivíduos e organizações para fortalecer a colaboração e o apoio ao aleitamento materno.
- Promover ações para melhorar a proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno, utilizando as lições aprendidas.
Mensagens chave SMAM 2026:
1- A amamentação é uma opção de alimentação sustentável. Ela não gera resíduos, é benéfica para o clima e acessível a todas as famílias, independentemente da renda. Ela deve desempenhar um papel central nas estratégias nacionais de nutrição, segurança alimentar e sustentabilidade; protegê-la significa investir nas pessoas e no planeta.
2-O que é medido pode ser aprimorado. Acompanhe alguns indicadores, desmembre-os para revelar desigualdades e tome providências para sanar as lacunas.
3- A amamentação depende de sistemas, não de força de vontade. As famílias conseguem amamentar quando políticas, serviços, locais de trabalho e comunidades facilitam esse processo.
4- A proteção é vital. O Código Internacional (incluindo o marketing digital) deve ser implementado, e conflitos de interesse na área da saúde, evitados. As comunidades e a sociedade civil podem ampliar o apoio entre pares e o monitoramento independente.
5 – O suporte deve continuar após a a alta hospitalar. As primeiras semanas são cruciais para conectar
famílias a especialistas e a redes de apoio mútuo. Os sistemas de saúde podem superar a “lacuna da primeira semana” garantindo o acompanhamento após a alta.
6- O apoio no local de trabalho é essencial para a equidade. Licenças remuneradas, pausas e espaços para amamentação devem abranger todos os trabalhadores, inclusive aqueles em empregos informais ou precários. Os empregadores devem garantir a sua implementação efetiva.
Referências
Site World Breastfeeding Week (WBW)
Texto adaptado por Zioneth Garcia
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