Aqui tem uma mãe humana

Esse é mais um post de desabafo, que pode servir para acolher o meu e o seu coração. Estou cansada! Estamos passando num processo de mudança indefinida, dependendo de decisões corporativas para definir nossa moradia permanente (e como poderão imaginar grandes empresas ligam pouco par seres humanos), assim que tivemos que achar escola temporária para as crianças em Matinhos – PR, onde será nossa casa pelo menos 6 meses, ou até 1 ano. A casa está ótima, para férias, mas preciso adequar como moradia. Já imaginou quase 2 meses com as roupas dentro de uma mala! pois é assim que estamos por aqui. Agora preciso arrumar guarda roupas e fazer os pequenos reparos para deixar a casinha habitável durante o ano letivo. É claro que ainda tem a louça que se multiplica na pia, os brinquedos teimam sair dos seu lugares ( que nem sei mais quais são), um cachorro que adora fazer buracos no chão de areia, e para completar a alergia aos pernilongos nos atacou de vez.

Mesmo cansada e com mudança para organizar a comida precisa ser feita, a roupa lavada, a  casa precisa desesperadamente ser organizada, eu contra a bagunça de dois crianças  é uma missão quase impossível, não há nem como esconder a bagunça… e é claro as crianças precisam atenção para suas rotinas e para seus coraçõezinhos.  Para piorar meu esposo tem tido jornadas de trabalho super longas, segunda a sexta fora de casa, tendo que viajar, ou seja, não poso contar mais que com um bom dia e uma conversadinha de desabafo no final do dia (quando as crianças deixam).

Mas nem todo é ruim, tenho estado cheia de consultas (o que agradeço ao céu pois é comidinha na mesa), e tem minha sogra para nos ajudar com refeições e principalmente dando suporte emocional para as crianças! Meu deus como cansa segurar a barra de dois tagarelas. Ela ficará pelo menos até sexta, e promete voltar em mediados de fevereiro. Aqui tem sol, tem praia, tem piscina inflável para as crianças se divertirem, e mato para o cachorro curtir. Ver todos se divertindo, ajuda baixar um pouco o estresse. Mas a verdade é as incertezas me deixam muito estressadas, e as vezes acabo explodindo, ficado intolerante com pequenas coisas, elevando a voz e até gritando.

Sei que sou a mãe, e deveria dar o exemplo de autocontrole, mas sou humana e canso, e atualmente estou tendo que dar de mim mesma mais do que posso oferecer. Quando a exaustão bate é quando melhor entendo aquelas crises de choro das crianças, por que é essa a minha vontade, me jogar no chão, chorar, gritar e espernear até alguém vir solucionar tudo o que precisa ser solucionado para mim.  Casamento e filhos, tem sido um longo processo de crescimento pessoal, autoconhecimento e muito autocontrole.  Mas tem dias que o controle emocional escapa, o cansaço impera e só resta explodir. Não dá para manter a posse mãe perfeita e equilibrada  100% do tempo não gente. É NORMAL! SOU HUMANA. Reclamo quando as coisas não estão legal. Adoraria que a vida fosse leve e simples o tempo todo, mas na realidade, não é assim, os desafios são constantes, e as vezes chegam todos ao mesmo tempo.

Nos sabemos que criança faz birra, porque suas emoções saem do controle, se encontra em um estado alterado. Mas adultos, mesmo os mais bem treinados no controle de suas emoções (que são raros) também podemos perder o controle às vezes, quando a vida nos cobra mais do que humanamente conseguimos.  Conseguir reconhecer esses estados alterados das nossas próprias emoções, e tentar canalizar da melhor forma possível é um baita desafio, aqui pelo menos ainda estou na luta! mas não desisto, vivo um dia de cada vez, e um dia consigo.

Por enquanto, minhas crianças sabem que a mamãe é humana, percebem claramente quando algo não anda bem, porque eu falo claramente com elas. Sabem que se eu errar vou pedir desculpas. Não tento me colocar como modelo ideal. Elas não precisam seguir um modelo perfeito, isso as libera para errar a vontade, sem medo, podem falar quando algo não estiver bem, e podem chorar se assim precisarem . Não importa o que aconteça, o mais importante, é que em ambos os casos, seja os filhos ou os pais, há acolhimento, porque no fim das contas nos somos uma família. Nesse vendaval de mudanças algo tem me confortado, a humanidade que meus filhos tem mostrado, não apenas comigo mas com todos à nossa volta.

Ter adoptado uma educação sem violência não me inibe de sentir cansaço nem de ter respostas humanas descontroladas. Porém, o fato de manter a comunicação sempre aberta com as crianças tem nos ajudado crescer, e me permite me libertar um pouco dessa imposição cultural da mãe perfeita, assim como os libertar da imposição de filhos obedientes.

O próximo final de semana o reservei para um descanso merecido, liberar tensão porque segunda começa tudo de novo, adicionado à lista ir atrás de novos uniformes e utiles escolares

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