Alimentação da criança maior de um ano

Uma boa alimentação é essencial para o bom desenvolvimento e bons hábitos de sono. Um bom descanso faz toda diferença para crianças mais calmas, receptivas e felizes.

Sempre é bom ouvir o conselho do profissional, por isso, no texto de hoje trago para vocês as orientações alimentares dirigidas aos pais e mães com bebês entre 1 e 2 anos que a Sociedade Brasileira de pediatria oferece no seu manual de nutrologia de 2012, na terceira edição revisada e ampliada. Vão ver que situações como a diminuição do apetite ou a seletividade não são raros e fazem parte do desenvolvimento. 

Alimentação para Lactentes entre 1 e 2 Anos de Idade

“Nesta faixa etária, o aleitamento (amamentação ou fórmula) deve continuar. As refeições devem ser semelhantes às dos adultos, tentando-se ajustes para menor consumo de alimentos industrializados ricos em açúcar, gordura e sal e para redução do sal de adição. Devem ser consumidos todos os tipos de carnes e afins, com estímulo ativo ao consumo de frutas e verduras. Ressalte-se que aquelas de folhas verde-escuras apresentam maior teor de ferro, cálcio e vitaminas e que esforços devem ser feitos para apresentá-las de forma apetitosa. Não permitir a utilização de alimentos artificiais e corantes, assim como de salgadinhos e refrigerantes, uma vez que os hábitos alimentares adquiridos nessa idade se mantêm até a vida adulta.

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Na faixa de 1-2 anos, deve ser incentivada a ingestão média de 600mL de leite, assim como de outros derivados (iogurtes caseiros, queijos), para garantir correta oferta de cálcio. Cuidado com a substituição das refeições principais por leite. O consumo superior a 700mL de leite de vaca integral, nessa faixa etária, é importante fator de risco de desenvolvimento de anemia carencial ferropriva.

De acordo com a DRI (Dietary reference intakes : Consumo dietético de referência) para a faixa etária de 1 a 3 anos, a quantidade de água recomendada é de 1300 mL (900 mL como sucos, outras bebidas e água). A partir do primeiro ano, os lactentes podem ser estimulados a tomar iniciativa na seleção dos alimentos e no modo de comer. Os pais oferecerão alimentos variados, saudáveis e em porções adequadas, permitindo que a criança escolha o que e quanto quer comer. As refeições devem ser realizadas à mesa ou em cadeira própria para a criança, junto com a família, em ambiente calmo e agradável, sem televisão ligada ou outro tipo de distração, pois esses são fatores que proporcionam satisfação pelo ato de comer.

Os alimentos sólidos podem ser segurados com as mãos ou oferecidos no prato, com colher pequena, estreita e rasa. Os líquidos, ofertados em copo ou xícara, de preferência de plástico e inquebrável. Nesta fase, inicia-se o treinamento para o uso de utensílios, que envolve estímulo à coordenação e à destreza motora, funcionando como importante incentivo ao desenvolvimento neuropsicomotor.

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Parou de comer com um ano?

A queixa sobre recusa alimentar é muito frequente no segundo ano de vida, quando a velocidade de crescimento diminui bastante em relação ao primeiro ano e, consequentemente, diminuem também as necessidades nutricionais e o apetite. Nesta idade, a criança está naturalmente no processo de neofobia, em que as novidades são inicialmente rejeitadas. As crianças devem ser estimuladas a comer vários alimentos, com diferentes gostos, cores, consistências, temperaturas e texturas, explorando-se sua curiosidade e fantasia. Para isto a paciência, a criatividade e a persistência são as principais ferramentas. Nunca forçar, ameaçar ou associar eventos negativos ao ato de comer. Também não se deve premiar com ofertas extras ao alimento que está sendo oferecido; assim se consegue a confiança da criança naquilo que ela come, sem reforçar a neofobia.

A dependência de um único alimento, como o leite, ou o consumo de grandes volumes de outros líquidos, como os sucos, podem levar a um desequilíbrio nutricional. Os sucos devem ser administrados no copo, apenas após e não durante as refeições, em dose máxima de 100mL por dia. A quantidade de sal nos alimentos, assim como o sal de adição, deve ser constantemente desestimulada, inclusive para os pais. Assim, deve-se incentivar a retirada do saleiro da mesa.

Os tipos de alimentos escolhidos devem ser adequados à capacidade de mastigar e engolir da criança. O tamanho das porções deve ser ajustado ao grau de aceitação.”

Tomado de Manual de Orientação sociedade Brasileira de pediatria – Departamento de Nutrologia. 3 edição revisada( 2012): , pag 35. Obra completa disponível online aqui 

Faça da  hora de comer um momento de prazer para seus filhos. Uma abordagem usando a disciplina positiva pode ajudar muito para incentivar a boa alimentação e trazer mais leveza nas refeições.

Em caso de dúvidas sobre a a nutrição de seus pequenos, procure a ajuda de um profissional, pediatra ou nutricionista materno infantil.

Precisa ajuda?

A consultoria Mães com Ciência pode ajudar com o sono, desmame , desfralde, ajustes na amamentação e educação positiva.  Saiba como funciona aqui ou  Agende uma consulta virtual aqui

Compilado por Zioneth Garcia

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